
Formação /Mediação
PODA_ Práticas e observação de didáticas da acessibilidade.
Vanda R Rodrigues/Antìpoda
2 a 5 de março
O Espaço Do Tempo
(Cercimor + Associação 29 de Abril +Casa João Cidade)

DESCRIÇÃO
Uma paisagem só se pode ver com os olhos?
Só se pode ocupar com o corpo?
O que é um passo?
O que é uma passagem?
Como podemos comunicar uns com os outros sem palavras?
E transformar o mundo sem sair de uma sala?
Este workshop parte do processo de criação de Paisagens Inúteis, um espectáculo que queria considerar todas as pessoas como público. Durante essa pesquisa encontrámos pessoas variadas, modos diversos de comunicar, de perceber o espaço, de escutar, de construir narrativas e presença.
Guardámos exercícios de relação com a paisagem, com o corpo, com a voz, com o silêncio, com a construção física e vocal, com a atenção e com a escuta. Exercícios simples, mas exigentes. Exercícios onde a comunicação não depende da palavra e onde a diferença não é obstáculo, mas matéria.
No fundo, é um caminho de introdução à expressão que não parte da norma. Parte da coexistência.
Esta actividade é pensada para pessoas com e sem deficiência, pessoas cegas, pessoas S/Surdas, pessoas dentro do espectro ou com qualquer divergência neurológica ou funcional.
O PODA nasceu dentro do ciclo Sintropia como um lugar de pergunta: como criar e programar considerando, desde o início, pessoas com deficiência, pessoas S/Surdas, cegas, de baixa visão e outras divergências como parte do público e do processo — e não como excepção a adaptar mais tarde? Durante três anos passou por pesquisa, residências e aproximação contínua a escolas e associações, integrou formações com artistas e estruturas que trabalham a partir da deficiência, experimentou dispositivos concretos em criação artística e foi transformando dúvida em prática. O que começou como investigação tornou-se método, relação e responsabilidade partilhada, culminando hoje na implementação efectiva dessas práticas na programação da Antípoda